domingo, 25 de janeiro de 2026

Eu Não Sou o Cristo!

Não nos surpreende a resposta de João Batista à pergunta dos sacerdotes e levitas enviados pelos judeus para o investigar e inquirir sobre quem ele cuidava ser: "Quem é você?" (João 1.19c). João deixou absolutamente claro: "Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo"(João 1.20). João sabia que era necessário não confundir os papéis. Ele era apenas um mensageiro e o Cristo e Salvador do mundo era outro. João tinha consciência de que sua vida deveria apontar para Cristo e jamais roubar  para si a glória do Senhor.

Eu não sou o Cristo - Algumas vezes, mesmo sem perceber, homens roubam o lugar e a glória de Cristo, quando o assunto é a fé e a vida cristã. O fato de Cristo nos es-colher para sermos os seus mensageiros não deve se transformar em uma armadilha do orgulho, onde passamos a pensar que Ele depende de nós ou que é nossa a glória das obras que Deus faz através de nós.

"O que é que você diz a respeito de si mesmo?" (João 1.22) - aqueles homens insistiram com João, a fim de que ele assumisse ser coisas que não era: Você é Elias? Você é um profeta? João era enfático em responder: "Não sou". Porque João conhecia sua missão e não estava à procurar de glórias humanas, ou posições que não lhe cabiam. Desta forma, João nos deixa uma grande lição: para completar a nossa missão, devemos nos concentrar de forma humilde nos papéis que Deus reservou para cada um de nós. Quando buscamos o que não nos cabe, ou a glória que não nos foi dada, nos perdemos no propósito para o qual Deus nos escolheu. Como resultado, não agradamos a Deus e nem nos realizamos completamente.

Eu sou a voz do que clama no deserto (João 1.23) - João não buscava um ministério para si, mas cumprir o ministério que Deus já havia lhe dado, vestia-se de pele de camelos, comia mel silvestre e gafanhotos e o seu campo era o deserto. João não buscou nenhuma glória e não se omitiu por conta das condi-ções que Deus lhe havia reservado. Naquele deserto, onde João batizava, as multidões conheceu um homem que viveu para cumprir os desígnios de Deus sobre sua vida. Esse deve ser o fator motivador prin-cipal para toda a nossa vida.

Não sou digno de desamarrar as correias das suas sandálias (João 1.27) - João proclama a todos que o seu ministério tinha como maior importância e dignidade o apontar para Jesus Cristo, o Salvador. Desta forma, nos ensina a buscar a mais absoluta e verdadeira relevância para a nossa vida: apontar Cristo! João não está desprezando sua vida quando diz "não sou digno de desamarrar as correias das suas sandálias"; mas nos ensinando que devemos nos sentir gratos de o servir, pois, na verdade, não somos dignos de sermos seus servos. Afinal, a figura do servo que desamarrava os calçados do senhor, para os carregar era uma figura de subserviência, humildade, mas também de confiança, mas João diz: "eu não sou digno de ser esse servo". Esse é um forte ensino sobre a graça, que nos escolhe para tão elevada tarefa de sermos os instrumentos de Deus para que seu filho seja conhecido.