terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Reconciliação Como Objetivo


Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno

Toda a disciplina do Senhor sobre  Judá e Israel, conforme nos escreveu o profeta Jeremias, tinha como objetivo final a reconciliação das duas casas dos filhos de Deus.
A crise do Reino Dividido, que se iniciou no governo de Roboão, o filho de Salomão, quando observamos tudo do ponto de vista daquilo que agrada a Deus, não se tratou apenas de um evento político ou uma escolha humana, mas do mais nefasto efeito do pecado: o repúdio à Palavra de Deus. 
A falta de amor a Deus e ao próximo grandemente manifestadas neste período, eram os resultados mais óbvios da rejeição da Palavra do Senhor. Lembrando que a Lei de Deus pode ser corretamente resumida no amor.
O povo de Deus andou de coração endurecido e não queria rever sua posição. Reis e sacerdotes moveram-se na direção contrária, incentivando todo o povo a viver em discórdia com a Lei de Deus, vivendo segundo os seus interesses políticos e materiais. O resultado de tudo isto é que a disciplina do Senhor sobreveio sobre as duas nações da Aliança. Neste ponto, entrou na História o profeta Jeremias.
O profeta denunciou este abandono da Palavra de Deus e consequente falta de amor, mostrando que o resultado deste caminho foi que no coração deles nasceria a lealdade a outros deuses: “Houve alguma nação que trocasse os seus deuses, posto que não eram deuses? Todavia, o meu povo trocou a sua Glória por aquilo que é de nenhum proveito (Jeremias 2.11).
Abandonaria, então, Deus totalmente os seus filhos? De forma alguma! O Senhor não os deixaria afundados em seus próprios pecados. Mas, levantaria sobre as suas casas a vara da sua disciplina. Deus os levaria ao cativeiro para os corrigir.
A questão que levantamos agora é: porque Deus faria isto? Com qual objetivo ele nos corrige dos nossos caminhos tortuosos, disciplinando-nos? A resposta é dupla: Deus deseja a reconciliação com Ele próprio e de cada um de nós com o nosso próximo.
“Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor; porque eu sou o vosso esposo (...) Naqueles dias, andará a casa de Judá com a casa de Israel, e virão juntas da terra do Norte para terra que dei em herança a vossos pais (Jeremias 3.14 a 18). Neste texto o profeta pode nos faz conhecer como Deus nos chama para Ele manifestando sua presença na unidade de seu povo.
Deus perdoará nossas iniquidades e nossa falta de amor e o resultado deste perdão é que andaremos na luz, em comunhão com ele e com o nosso próximo. Portanto, a reconciliação é o grande objetivo da Cruz do perdão, onde Cristo nos fez um!

sábado, 22 de setembro de 2012

Servi ao Senhor Com Alegria!


Autor: Rev. J.Mauricio P. Nepomuceno

O Salmo 100 é um grande desafio para nós! Você já pensou no que o salmista está propondo? Então, preste atenção: “Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico” (Salmo 100.1 e 2).
Há muitos crentes que perderam a perspectiva da alegria cristã como uma marca de sua vida com Deus. A questão da “alegria em Deus” para muitos cristãos tornou-se um grande fardo. Pois, na verdade, sentem-se na obrigação de demonstrar alegria no Senhor, mas vivem interiormente sem se alegrar no Senhor.
Eu pergunto a você: será possível que nosso coração seja suprido de alegria em todos os momentos da nossa vida com Deus? Como isso pode ocorrer?
Olhando para o Salmo, percebemos que o verso 3 parece indicar que, a razão daquela alegria proposta nos versos 1 e 2, repousam em um conhecimento significativo de quem é o nosso Deus. Neste caso específico, o fato de Deus ser quem é, nosso Criador, Libertador e Ajudador: “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio” (verso 3).
A mesma estrutura se repete nos versos 4 e 5, apontando para a gratidão como expressão de alegria, porque Deus é bom e misericordioso. Então, concluo que a fonte de nossa alegria não está exatamente em nós e em nossas possibilidades, mas em conhecermos e reconhecermos em cada situação da vida a obra de Deus por nós.
Na verdade, a Palavra do Senhor nos incentiva a perceber que Deus é o nosso maior tesouro. Pela Palavra somos conduzidos a um modelo de vida que se descobre segura e completa em Deus. Portanto, Deus quer que substituamos todos os outros interesses do nosso coração caído por um só: amor e confiança nEle.
O salmista propõe um modelo existencial centrado em Deus, que se fortalece na percepção diária da presença e na obra do Senhor. Somos chamados para repousar nossa esperança nAquele que cuida de nós e nos pastoreia.
Alegrar-se no Senhor, portanto, é resultado direto de uma vida que se dispõe a confiar completamente em Deus e amá-lo acima de tudo. Você não é chamado a obedecer uma ordem de se alegrar, mas é instado a conhecer melhor o seu Deus e, assim, alegrar-se nEle!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Jesus, Alegria dos Homens

Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno



Johann Sebastian Bach é o autor de belas peças musicais. Uma, em particular, tornou-se um clássico cristão: “Jesus, Alegria dos Homens”. Trata-se da peça final, para o majestoso encerramento da cantata “Coração e Boca, Ações e Vida”. É como se Bach quisesse dizer que o final de tudo é Jesus e sem Ele tudo se perde.
O Senhor Jesus, na sua famosa “Oração Sacerdotal”, apesar de fazer uma afirmação das dificuldades de nossa vida neste mundo “...no mundo passais por aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”, ao entregar ao Pai a sua intercessão em favor dos seus, diz: “...para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos” (João 17.13b).
Jesus está pedindo a Deus que supra o Seu povo com um tipo de alegria que esteja centrada nEle e não no mundo, afinal, o mundo é um lugar de aflições, perseguições e ódio contra os filhos do Altíssimo. Assim, então, roga ao Pai para que conceda ao coração dos seus discípulos a mais preciosa alegria, aquela que não depende das circunstâncias, mas da capacidade de aprenderem dEle, o Filho do Deus Criador.  
No Livro de Apocalipse notamos os diversos louvores de exaltação e gratidão ao Cordeiro de Deus que está assentado no Trono. Percebemos ali que o universo, homens e seres celestiais têm sua concentração em Jesus e dEle tiram toda a sua alegria. O Cordeiro Glorioso é a fonte de onde todos tiram a inspiração para o louvor e satisfação que há no ambiente precioso do lugar celestial. 
A contemplação da Glória de Cristo é o alvo da existência celestial, mas este tipo de sentimento de alegria pode perpassar a nossa vida no presente também, é isso que Jesus está nos ensinando na Oração Sacerdotal, a pedir ao Pai que nos conceda essa graça. Mas, como é possível ter uma alegria inabalável em Cristo, em um mundo tão hostil à nossa fé? 
Jesus, nos versos que antecedem essa afirmação, nos dá sugestões para este caminho. Ele aponta para a unidade da Igreja como instrumento desta alegria: “...que eles sejam um” (verso 11). Às vezes, perdemos de vista a importância da comunhão dos crentes, a unidade da Igreja. Mas este é um dos temas mais apontados tanto no Velho como no Novo Testamento. Não se trata de propaganda pró-igreja, mas do método escolhido por Deus para manifestar sua glória entre os homens: "...neles, eu sou glorificado" (João 17.10). 
Para Jesus, a unidade do seu povo é uma decorrência natural da proximidade que há entre Ele e seus discípulos: “eu estava com eles e guardava-os” (verso 12). Desta forma, ele pontua sobre a necessidade que temos de que a nossa comunhão não gire em tornos apenas de projetos comuns que tenhamos, mas do projeto de vida que identifica Cristo como o centro de todas as coisas. 
Por fim, Jesus faz uma ligação direta entre a sua Palavra e a nossa perfeita alegria nEle: “...isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos” (verso 13). Os homens podem ouvir coisas sobre Cristo, histórias sobre sua vida na Palestina, ensinos, milagres etc. Mas foi aos discípulos que Ele deu a conhecer o mistério da perfeita experiência de gozo completo nEle. O crescimento perfeito de uma profunda satisfação em ter Cristo. 
Infelizmente, o cristianismo tem perdido essa perspectiva da preciosidade de Cristo e, em nossos dias, são poucos os que conseguem desfrutar do prazer de ter a Cristo. Essa é só mais uma das claras demonstrações da nossa necessidade de aprendermos mais de Cristo.
Jesus, Alegria dos Homens é uma música belissima! Contudo, a perfeição de sua construção harmônica é, na verdade, como uma pequena gota frente ao Oceano de Beleza e Felicidade que há em Cristo! 



JESUS, ALEGRIA DOS HOMENS
Jesus continua a ser minha alegria,Meu coração, consolo e força.Jesus cura todo sofrimento,Ele é a força da minha vida,Meus olhos, meu prazer e meu sol;Minha alma, tesouro e regozijo.Por isso, eu não deixo JesusFora do meu coração e do meu alcance.Bom pra mim que tenho Jesus.Oh, eu o seguro tão firmeQue o meu coração se fortaleceSe estou doente ou triste.Eu tenho Jesus, que me amaE me dá tudo o que tenho.Por isso, eu não deixo Jesus,Ainda que meu coração se parta.

(Tradução: Bruna Gomes Cordeiro)

sexta-feira, 16 de março de 2012

A Força da Palavra de Jesus


Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno
Certa feita, no Mar da Galiléia, quando todos os discípulos, em um barco, enfrentavam uma grande tempestade, com rajadas de ventos e o mar revoltoso, Jesus levantou-se do seu tranquilo sono e bradou: Vento acalma-te! Repreendendo assim os ventos, Jesus trouxe o Mar de volta à paz e os discípulos, impressionados, perguntavam-se: “Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?
Você pode pensar que este fato, relatado pelos evangelistas, é o grande sinal do poder da Palavra de Jesus. Mas existe algo que a Palavra dEle pode fazer e que é muito mais retumbante que fazer acalmar uma enorme tempestade.
Depois de ter andado por aproximadamente três anos com seus discípulos, Jesus se reuniu com eles às vésperas da Páscoa dos judeus e lhes falou sobre a sua prisão e morte. Os discípulos muito discutiram com Jesus sobre isso, houve protesto de Pedro, incredulidade de Filipe e outros, mas continuaram a ouvir Jesus em suas últimas orientações antes daquele inevitável momento.
O assunto de Jesus tinha dois claros objetivos: consolar seus discípulos e orientá-los sobre como seguir sem sua presença física entre eles. Para isso, três principais pontos devem ser destacados: a promessa do envio do Espírito Santo, a necessidade dos discípulos amarem uns aos outros e a exaltação da Palavra de Jesus como regra de vida para os que o seguem.
Disse Jesus: “vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (João 15.14). Jesus não falava de si mesmo, mas sua Palavra era a própria Palavra de Deus, o Pai. Por isso, o Filho tem autoridade no que diz e sua Palavra tem poder. Neste caso, o maior poder que a Palavra de Cristo tem é de nos fazer “amigos de Deus”.
A Palavra de Deus nos conduz à luz (Jo 12. 44 a 46), nos livra do juízo quando a seguimos, porque sem guardá-la estamos irremediavelmente condenados (Jo 12.47 e 48) e é essa palavra que nos santifica para a vida eterna (Jo 12.49 e 50). Em resumo, a Palavra de Cristo é poderosa não apenas por ser capaz de acalmar a tempestade ou de trazer um Lázaro de volta à vida, após quatro dias, mas porque ela é capaz de mudar a nossa existência por toda a eternidade, porque a Palavra de Jesus ou a Palavra de Deus nos conduz à Cruz. Essa sempre foi a mensagem pregada por Cristo, com suas palavras e vida.
O cristão não é somente aquele que aderiu ao cristianismo como sua religião. O cristão é alguém que está comprometido com a Palavra de Cristo e dela retira o necessário para ter vida em abundância. Primordialmente, a Palavra de Cristo é a que fortalece a sua ligação com o próprio Cristo Crucificado. E essa é a grande força desta Palavra, a de nos fazer amigos de Deus. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Segundo o Propósito do Amor - Assim Viveu Nosso Rei!


Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno

Rick Warren ficou famoso com a publicação do livro “Uma Vida Com Propósito”. Infelizmente, este livro foi tomado como um amuleto espiritual que, bastando uma leitura contínua e a prática por 40 dias de meditação nos textos de Warren seriam suficientes para alcançar novos níveis de vivência espiritual. Não conheço Warren, mas sei que a visão que muitos têm de sua obra é bastante concentrada em viver com propósito para alcançar o êxito pessoal. 
Uma vida com Deus não se constrói com amuletos e muletas. Precisamos de uma renovação da nossa mente, que implica em uma mudança séria nas estruturas de valores com que vemos tudo ao nosso redor.
Caminhando na direção da Cruz, Jesus Cristo nos deixou uma lição que precisamos considerar nesse momento. Disse o Mestre: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” (João 12.24). Com essas palavras, Jesus descreveu o modo como concebia sua missão salvadora e nos deixou a grande lição sobre o que é viver segundo o propósito da Cruz.
Não adianta apenas estar engajado em uma causa (cair na terra), é preciso morrer para que a sua causa frutifique. A maior necessidade é viver na perspectiva de quem se esvazia de si mesmo, para beneficiar outros.
Jesus Cristo viveu este padrão de forma perfeita. Desde a sua encarnação buscou o esvaziamento de si mesmo. Ele não pensou em si mesmo, mas era movido pela proposta de uma vida que tinha o outro como alvo. Foi por esta firme decisão de viver e morrer por nós, que Cristo teve forças para dizer sim à Cruz.
Agora, Ele nos conclama a servi-lo! Isso implica em que também nós devemos nos lançar à terra e morrer para frutificar. Em outras palavras: precisamos descobrir a magnificência de não vivermos para a própria glória, mas para glorificar a Deus, levando outros a glorificá-lo.
A Cruz é um chamado à morte, isto é, ao esvaziamento das absurdas pretensões de nos tornarmos o centro do universo. Ela nos conclama à humilde condição de servos comprados para fazerem a vontade do seu Senhor.
A vontade de Deus é que estejamos prontos para estender a mão ao necessitado, apontar o caminho ao perdido, dar uma capa a quem tem frio e comida ao faminto. Esse é o propósito da Cruz: Uma vida de amor a Deus, no amor ao outro. Foi assim que viveu nosso Rei!

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Pastorais Para Boletim

Este BLOG tem o objetivo de armazenar os textos que serviram como pastorais no boletim semanal da Igreja Presbiteriana de Vila Formosa. Nosso material pode ser reproduzido, desde que a fonte seja indicada. Esperamos que sirva a todos de uma maneira edificante.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O Valor de Cristo

Apóstolo Paulo de Rembrant

Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno
Mas, o que para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo (Apóstolo Paulo) 
Por vivermos em uma sociedade de consumo estamos acostumados a avaliar as coisas pelo seu preço. Entretanto, sabemos que não conseguimos atribuir valor a tudo na vida, por exemplo, qual o preço de um filho? Certamente, há muitas coisas assim, cujo valor não pode ser medido monetariamente. Para estas coisas a valorização faz parte dos critérios do amor e da percepção que temos de  valores subjetivos da alma humana.
Meditando sobre a Cruz de Cristo, parei para pensar sobre as trinta moedas de prata oferecidas a Judas para denunciar Jesus e lhe trair. Ainda que Judas não acreditasse em Jesus como o Messias, ou ainda que estivesse passando por alguma privação pessoal, seria esse um motivo suficiente para vender a vida do amigo? Que duras devem ter sido aquelas palavras: “Amigo, para que vieste? - Judas, com um beijo trais o Filho do Homem (Mt.26.50 - Lc 22.48)?”
O coração de Judas estava vazio do que Cristo representava para ele, isto é, do valor de Cristo para a sua vida. Portanto, as trinta moedas apontavam não um valor, mas bem pior, elas apontavam para a falta de valor em sua alma e a ausência de perspectivas sobre quem era Jesus Cristo. 
Por mais que pareça absurdo, às vezes, em muitos outros casos e para muitas outras pessoas, Cristo vale bem menos! Afinal, Ele pode ser trocado por coisas bem menos importantes e significativas. E isso não tem a ver com o valor dele para as pessoas, mas a uma impensada ausência deste valor. Acredito que isso não é feito apenas como fruto do repúdio, mas o desprezo pela importância de Jesus. Para mim, podemos atribuir isso à um fraco discernimento de quem é Cristo. Mas como saber se estamos adequadamente valorizando Jesus?
Como disse, certos valores não podem ser medidos monetariamente. Contudo, é possível verificá-los pelo que estamos dispostos a perder para tê-los. Conheço um pai, com um dos melhores empregos de sua cidade e que está disposto a deixar tudo, porque sua filha está doente. Ele prevê a mudança para um grande centro, porque a saúde de sua filha é mais importante que o dinheiro que ganha em seu bom emprego. Dinheiro, fama, poder, tudo isso pode ficar pequeno, dependendo do que estamos precisando obter.
No caso de Cristo Jesus e o quanto vale para nós, só podemos discernir algo sobre o seu valor, quando descobrirmos o que e o quanto estamos dispostos a perder para tê-lo. O problema não é dinheiro, fama etc, mas o quanto estamos dispostos a perder de nós mesmos para sermos somente dEle. Isso me faz sentir como se estivesse em uma encruzilhada com um decisão difícil pela frente. 
Mas, enquanto reflito sobre estas coisas e a minha vida, eu também penso em algo diferente sobre Cristo. Relembro que Ele deixou a sua glória para me ter! As minhas encruzilhadas sobre mim e ele, são pequenas quando comparadas às dele e isso me faz aprender um pouco mais sobre o que é valorizar a Cristo e sobre o que eu também estou disposto a deixar para tê-lo! 
Ao final das contas, descubro que o discernimento do amor dele por mim me faz amá-lo! Pois, quando em minha mente sou tomado pela consciência do quanto Ele me amou, também sou instigado a amá-lo e, portanto, essa é a relação direta que me mostra o quanto Cristo é valioso para mim.