sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A Igreja do Rei: a qual ele comprou...

Rev. J.Mauricio P.Nepomuceno


O apóstolo Paulo chamou aos presbíteros de Éfeso e, em palavras preenchidas por profunda afetuosidade, lhes recomendou: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28).
Uma visão clara do que é a Igreja é fundamental para que saibamos lidar com esta realidade do modo como Deus quer que lidemos com ela.
A qual ele comprou – o apóstolo convocou os presbíteros a pastorearem a Igreja, lembrando que ela é resultado do penoso trabalho da alma do Servo do Senhor (Is 53.11). Para Paulo, deve ficar muito claro para quem lida com a realidade da Igreja que nosso Rei que foi morto para que sua Igreja viesse a existir. Portanto, a Igreja é resultado do mais caro e precioso sacrifício e não pode ser tratada apenas como uma organização humana comum, ou uma questão de gosto ou propriedade pessoal, nem segundo as conveniências e interesses particulares.
Deus Pai sacrificou seu Filho pela Igreja e, por ela, Deus Filho, deu a sua vida.  O ato existencial de “ser igreja” deve ocupar lugar de prioridade e interesse em nossos processos de vida diária. Menos que isso é um modo de desprezo ao próprio Cristo. Você consegue compreender a importância disto?
Você, como igreja de Deus, trata a sua própria vida nessa perspectiva? Você olha para o seu irmão de fé e o vê como aquele por quem Cristo deu a vida? De perguntas assim simples, podemos pensar em profundas e importantes implicações práticas sobre o que estamos fazendo com aquilo que Cristo comprou para si.
O modo como você lida com essa verdade será traduzido no seu amor e cuidado com a Igreja, pela qual Ele deu o melhor. Por isso, aqui na IP Tatuapé, precisamos começar um período de oração pedindo a Deus que nos ajude a cuidar melhor de nós mesmos e do que Ele espera que sejamos como sua Igreja comprada com o seu sangue.
Quando este valor realmente for percebido e compreendido em nossas mentes, começaremos um virtuoso período de cuidado e desenvolvimento para nossa Igreja, como rebanho de Cristo, como uma joia da coroa do Senhor.
Neste ano de 2019, esse será o nosso tema geral: “A Igreja do Rei”. Desejamos aprender sobre a natureza dessa preciosa condição e viver de forma que agrade ao nosso Rei.

sábado, 22 de dezembro de 2018

O Natal de Jesus e o Ide Por Todo o Mundo

Vimos a sua estrela  no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2.2)- foi assim que os magos souberam do nascimento de Jesus; “Um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles” (Lc 2.9) - esta foi a maneira como os pastores tomaram ciência do nascimento de Jesus, quando a miríade celestial cantou a glória de Deus aos homens; “O que vem depois de mim, contudo, tem a primazia, porquanto já existia antes de mim” (Mc 1.15) - este era o modo como um profeta deu conhecimento às multidões peregrinas nos desertos sobre a chegada do Messias. 
O que há de comum nestes relatos? Eles nos mostram o poder de Deus intervindo na realidade do homem para fazer cumprir a sua vontade e trazer ao mundo o Salvador. Desta forma, meus amados irmãos, todos podemos dizer que a Salvação dos filhos de Deus não foi apenas uma tentativa bem sucedida de resgate, mas o resultado esperado de um plano, executado não na força do homem, mas no poder sobrenatural de Deus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).  
Este é o ponto central dessa nossa meditação, isto é, pensar sobre o fato de que Deus planejou e realizou o ato da salvação dos seus filhos. Mas não somente isso, devemos pensar que todos estes atos sobrenaturais, mediados pelo uso de estrelas, seres celestiais ou mesmo profetas, não eliminaram o simples uso de homens de carne e osso como nós. 
Pense que estes textos, embora contenham elementos de sobrenaturalidade evidente, eles também incluem a participação peculiar de homens, quer magos, vindos do Oriente, pastores que apenas apascentavam seus rebanhos na vigília da noite, ou um homem, nascido de mulher, cuja missão o levava a viver nos desertos e comer gafanhotos e mel. 
A gloriosa história da Salvação dos filhos de Deus, revela a instrumentalidade humana e a decisão de Deus de fazer uso dela. Todos sabemos que  o Salvador foi um filho prometido desde Gênesis 3.15. Dali, em diante, foi a instrumentalidade das famílias e das pessoas, as genealogias de Jesus são uma demonstração desse fato.
Homens são salvos, quando Deus move homens para isso. Essa é uma lição que precisamos relembrar no Natal. Não podemos esperar que as pessoas sejam alcançadas ou que Cristo venha aos seus corações, sem que nós, sejamos os mensageiros e anunciadores desse Evangelho. Natal é a celebração da vinda de Cristo e o Ide da Igreja anunciadora dessa a Mensagem. Os Evangelhos começam com o Natal e encerram sua mensagem no Ide.

sábado, 3 de novembro de 2018

Antecedentes da Reforma - A Tradição Católico Ortodoxa


Nos dias do Imperador Constantino, a mudança da Capital do Império levou para o Oriente, mais particularmente para a cidade de Bizâncio, depois Constantinopla, o centro das atenções, fortalecendo, desta forma, a influência e a política da parte oriental do Império Romano.

Depois de Constantino, no final do IV Sérculo, Teodósio assumiu o Império e é ele quem declarou o Cristianismo como a religião oficial do Império. Após sua morte, o Império se dividiu ainda mais, uma vez que seus filhos separaram a administração  imperial entre Roma e Constantinopla. A cultura e a língua grega prevaleciam na parte Oriental e o Latim e a cultura romana no Ocidente.
O Cristianismo, por sua vez, continuava sendo único nas duas partes do Império, mantendo-se como a principal razão da unidade imperial, mas não escapou às mesmas influências culturais que, aos poucos, faria distinguir as Igrejas do Ocidente e do Oriente. Pode se dizer que a igreja ocidental, influenciada pela cultura romana, tinha uma percepção mais prática da teologia. Já a igreja oriental, por usa vez, tinha uma atitude mais reflexiva e experiencial.
Essas diferenças começaram a ser vistas também na teologia das duas partes do Cristianismo. Os Ocidentais, seguindo a tradição de Agostinho, preferiam a autoridade objetiva das Escrituras e os Credos escritos, assim como a tradição magisterial da igreja, especialmente na ascensão do Papa Gregório, o Grande.
A igreja oriental, buscou na teologia de Orígenes sua maior influência e orientação, resultando numa forte doutrina mística-racional, que favorecia a liturgia da Igreja como a principal forma de seu cuidado cristão. Desta forma, a tradição da liturgia cristã tornou-se central para a Igreja, fortalecendo seu conceito de ortodoxia litúrgica.
Essas diferenças continuariam  distinguido as duas tradições cristãs e com o fortalecimento do papado ocidental culminaram numa grande controvérsia quanto à uma mudança ocidental do “Credo Niceno”, entre os séculos IX e XI. Os orientais acusavam os romanistas de acrescentarem a expressão “e do Filho” na frase sobre a processão do Espírito Santo: “Creio no Espírito Santo, Senhor, doador da vida, e procede do Pai e do Filho” (controvérsia Filioque).  Por isso, os cristãos orientais se diziam “ortodoxos”, uma vez que se mantinham fiéis ao Credo Antigo, sem mudanças. Isso gerou o cisma de 1054d.C. 
As tradições cristãs da alta idade média, infelizmente se apegaram na construção teológica do período medievo, em lugar de fazer um movimento de volta às Escrituras. Um retorno às Escrituras. As Escrituras deveriam ter sido o seu mais forte elo de unidade.
Por isso, uma das importantes contribuições da Reforma Protestante foi que ela buscou nas Escrituras o seu padrão de fé, levando a Igreja de volta a Cristo.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Antecedentes da Reforma - A Tradição Católico Romana


Para o catolicismo romano, afirmar que a Igreja Cristã tornou-se a Igreja Católica Romana soa como uma afirmação herética. Segundo o seu modo de pensar, a Igreja de Cristo sempre foi o que é hoje, por meio de sua comunhão com os apóstolos, por isso, a denominação Igreja Católica Apostólica Romana.
Já o protestantismo analisa a história da Igreja de Cristo e tem uma percepção de que o  Cristianismo não se constrói apenas em uma ligação de tradição com a pessoa dos apóstolos, mas com o ensino dos mesmos.  Desta forma, os protestantes compreendem que a Igreja Cristã foi perdendo, no decorrer da Idade Média, sua solidez na doutrina dos apóstolos e, portanto, assumindo uma outra identidade, menos cristã.
Até Agostinho, os movimentos teológicos da Igreja eram sempre de retorno ao ensino dos apóstolos. Portanto, os Concílios Ecumênicos, que citamos na última mensagem e o desenvolvimento da Teologia dos Pais da Igreja, eram sempre esforços de banir as heresias, especialmente aquelas sobre a pessoa e obra de Cristo e levar a Igreja de volta às Escrituras e à doutrina dos apóstolos.
Após a morte de Agostinho, surgiram tendências teológicas conflitantes e em 529dC, na França, reuniu-se um Sínodo de Orange, que definiu uma posição diferenciada da até então considerada ortodoxa, sobre o livre-arbítrio e a graça.
Neste período a teologia da Igreja ficou conhecida como “semi-pelagiana”, ficando entre a posição monergista de Agostinho, que afirmava que a salvação era exclusivamente pela graça e que o pecado tirara o livre-arbítrio humano, e a posição de Pelágio, que afirmava que a salvação era por obras, sendo o homem livre para escolher a Deus.
Essa posição intermediária, que afirmava que a salvação era pela graça sim, mas que exigia as obras humanas como fator decisivo, abriu portas para um crescimento da busca de determinadas práticas dos fiéis na intenção de cooperarem com a graça para a sua salvação.
A Para fortalecer essa teologia que se afastava da pregação dos apóstolos, a Igreja começou a desenvolver uma teologia de tradição baseada nas afirmações papais. Portanto, a teologia da Igreja passava a ser mais “romana” que “apostólica”. Esse período de fortalecimento do papado iniciou-se com o Papa Gregório I, o Gregório o Grande. Com a finalidade de manter unida a Igreja, o Papa adotou o modelo de aproximar a teologia da Igreja das práticas pagãs locais e surgiu o movimento de veneração de “santos” locais e universais.


sábado, 27 de outubro de 2018

Antecedentes da Reforma - Os Concílios Ecumênicos


Com o crescimento numérico do Cristianismo e o aumento da complexidade da Fé Cristã, advinda das diversas lutas contra heresias e o seu desenvolvimento teológico, duas importantes mudanças se fizeram necessárias: a primeira foi a necessidade de uma organização formal do Cristianismo, que nos três primeiros séculos se construía de forma local e informal; a segunda necessidade era a de busca de uma identidade e unidade teológica.
Desde os dias dos apóstolos estas necessidades já eram vistas, como podemos identificar no livro de Atos, na controvérsia sobre a circuncisão dos não judeus: “Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: é necessário circuncidá-los e determinar que observem a lei de Moisés. Então, se reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão. Havendo grande debate...” (Atos 15.5-7). No início do IV Século, a igreja possuía uma vasta rede presente em toda a extensão do Império Romano, além dos mais diversos tipos de conceitos sobre alguns assuntos, especialmente a pessoa teantrópica de Cristo (Deus-homem).
O imperador Constantino, convertido ao Cristianismo ou ao menos dele simpatizante, percebeu a força da presença da Igreja e usou de sua influência para unir e organizar a Cristandade. Quando construiu sua capital, Constantinopla, convocou uma grande reunião de bispos, das mais variadas opiniões, para definirem a unidade teológica da igreja em torno da pessoa de Cristo. Ele custeou uma reunião na cidade de Nicéia, vizinha à Constantinopla.
Em 325, reuniram-se 318 bispos de diversas parte do Império para tratar das controversas opiniões sobre a divindade e a humanidade de Cristo. Este concílio durou seis meses e produziu várias decisões, inclusive a deposição de bispos heréticos e novas regras de ordenação do bispado. Além destas coisas, legou para história o famoso Credo Niceno, uma fórmula de fé, baseada nas Sagradas Escrituras, que até os dias de hoje, toda a Cristandade aceita, inclusive os protestantes.
O Cristianismo passou a adotar o sistema conciliar como método para dirimir suas dúvidas e conduzir a sua Igreja. Do mesmo modo como em Atos, quando a decisão precisou ser promulgada e difundida, assim o cristianismo também, por meio das decisões dos Concílios se organizava e unia a sua enorme quantidade de igrejas e fiéis.
Quatro grandes concílios são considerados comuns a toda a Cristandade: Nicéia I (325), Constantinopla (381), Éfeso (431) e Calcedônia (451). Desta forma a igreja tratava as heresias e sempre retornava aos princípios das Sagradas Escrituras. Desta forma, a Igreja Cristã mantinha e reforçava sua unidade. Assim a fé Cristã se desenvolveu ao longo de toda a Baixa Idade Média, nos seus primeiro cinco séculos de existência.


sábado, 20 de outubro de 2018

Antecedentes da Reforma - A Igreja Pós-apostólica


O final do Primeiro Século trouxe uma grande lacuna para a Igreja Cristã. A morte de João, na Ilha de Patmos, lançou a Igreja em um novo desafio: existir no mundo sem a presença de nenhum dos apóstolos.
Este período teve alguns momentos distintos, um início denominado “Patrístico”, quando a igreja foi conduzida por irmãos que haviam convido com os apóstolos e por meio do seu exemplo e escritos; um período posterior, conhecido como “Apologista”, quando teólogos da Igreja se puseram a lutar contra heresias que se espalhavam no seio do cristianismo e um outro período chamado “Ecumênico”, no qual a Igreja se organizou teologicamente em torno das decisões dos grandes “Concílios Ecumênicos”.
Os pais apostólicos foram um importante elo entre a igreja e a mensagem deixada pelos apóstolos e por Cristo. Foram eles que inauguraram a fase em que a Igreja começa a olhar para trás para construir sua fé. Eles nos levaram a perceber que a nossa fé foi estabelecida na mensagem que Cristo deixou aos seus apóstolos e estes à igreja, sobre o modo correto de ler e aplicar toda a Lei de Deus.
Entre os nomes mais destacados deste período encontramos: Clemente de Roma, Orígenes, Policarpo de Esmirna, Inácio de Antioquia, entre outros. Estes homens ofereceram vários escritos históricos, teológicos, cartas eclesiásticas, cartas a pessoas e deixaram um grandioso legado que hoje nos serve de referência para estudos sobre o desenvolvimento da fé cristã.
Um segundo momento da História da Igreja, no segundo e terceiro e até no quarto século, ficou conhecido como período apologista. Em virtude do surgimento de muitas heresias no seio do cristianismo, foi necessário que a fé cristã começasse a buscar a pureza da sua crença em Cristo e do ensino apostólico. Este foi um período especialmente teológico.
Nomes como Justino Mártir, Clemente de Alexandria, o próprio Orígenes, Atanásio,  entre muitos outros levantaram-se e iniciaram um outro comportamento, o de responder ao mundo as acusações falsas, bem como livrar o cristianismo das misturas indevidas das filosofias pagãs. Entre os maiores nomes deste período destacamos Aurélius Agostinus (354-420), também conhecido como Santo Agostinho. Ele se tornou um dos maiores teólogos de todos os tempos, levando a Igreja a um  aprofundamento teológico dos estudos das Escrituras Cristãs.
Todos estes nomes lutaram pela pureza e biblicidade da fé cristã. Esta foi uma temática da igreja: sempre retornar a Cristo.


sábado, 13 de outubro de 2018

Antecedentes da Reforma - Nos Dias da Igreja Primitiva


A Reforma Protestante de 1517 foi um movimento de transformação do próprio Cristianismo. Como numa casa, de vez em quando, fazemos uma limpeza retirando entulhos acumulados e ou reformamos cômodos que estavam deteriorados, as teses de Martinho Lutero foram o começo de um grande movimento de limpeza na teologia e prática da Igreja Cristã.
Com maior ou menor impacto, movimentos de limpeza e revisão da teologia e prática da Igreja Cristã já haviam acontecido em outros momentos da história. Afinal, desde o inicio da Igreja Cristã, mesmo ainda no período apostólico, sempre foi necessário reavaliar e reorganizar a vida da Igreja, trazendo-a de volta à pureza da crença e prática da fé, por meio da Palavra de Deus.
Paulo exortou os crentes de Corinto a retornarem à simplicidade do Evangelho (2Co 11.3-4), o que também já havia dito aos gálatas (Gl 1.6-9). João exortou os crentes da Ásia Menor a atentarem contra os falsos ensinos que estavam se cristalizando através da ação de falsos mestres e os seu espírito do erro (1Jo 4.1-6). Judas, por sua vez, resolve escrever uma carta, procurando prevenir a igreja contra práticas inoportunas que se instalaram na Igreja (Jd 1-4).
Ao longo de todo o período inicial do Cristianismo, chamado “Primitivo” e depois da morte dos apóstolos, foram necessários movimentos de purificação e correção do Cristianismo, trazendo de volta à crença e prática da Palavra de Deus.
O livro de Apocalipse é entregue às Igreja da Ásia Menor com uma série de recomendações à pureza da Igreja, exortando os irmãos ao perceberem seus erros teológicos ou de prática eclesiástica, convocando-as à reforma de sua visão e prática da fé: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap 2.4-5).
Portanto, como se pode notar, desde o período apostólico, a Igreja Primitiva é chamada a estar em constante “Reforma”, por isso é que dizemos: “Igreja Reformada Sempre Reformando”. Este movimento não é de mudança, mas sempre de “retorno”, sempre de reorganização da fé e da prática, segundo Palavra de Deus.
É sempre possível que nos afastamentos da simplicidade do Evangelho, incluindo em nossa prática pessoal e coletiva elementos que não estão de acordo com Palavra de Deus, por isso, sempre precisamos de “reformadores” que nos alertem e nos conduzam de volta.