domingo, 21 de setembro de 2014

Deus é “Deus” - Uma redundância necessária!

Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno
Nosso título é propositadamente redundante: “Deus é ‘Deus’”. A razão desta proposital redundância é que para muitas pessoas Deus deixou de ser considerado como “Deus” há muito tempo e sua relação com ele beira a “blasfêmia”.


“Ponha Deus contra a parede!” - foi assim que um pastor, em um programa de televisão, orientava os seus ouvintes e telespectadores no modo como deveriam orar e determinar suas bênçãos. “Se Deus é Deus, Ele vai provar” - completava o mesmo pastor, ao ir mais longe para convencer os que o ouviam de que a oração é uma grande arma que o crente tem em sua mão.
Você, que tem um pouco mais de bom senso, compreende que as coisas não são bem assim e que há muito exagero em tais palavras. Mas, não pense que isso é muito diferente do modo como outros agem, simplesmente desconsiderando as ordenanças de Deus e suas exortações à uma vida de santidade. Ou ainda, aqueles que relegam Deus a um segundo plano, dando primazia à sua própria vontade, falhando em buscá-lo e servi-lo de coração.
Quando Jó mais se exaltava em não aceitar a realidade da sua vida e procurava censurar Deus com acusações, tais como: “Parece-te bem que me oprimas, que rejeites a obra das tuas mãos e favoreças o conselho dos perversos? Tens acaso olhos de carne? Acaso vês tu como vê o homem? (Jó 10.3-4). Muito embora compreendesse a grandeza e o poder de Deus, Jó precisava de uma resposta sobre sua vida e se perguntava porque o Todo-poderoso estava contra ele: “Que o Todo-poderoso me responda, que o meu adversário escreva a sua acusação! (Jó 31.35b).
Muitas vezes, por não compreendermos bem as circunstâncias que cercam a nossa vida, nos tornamos assim questionadores de Deus. O profeta Isaías apresentava o mesmo quadro diante de Israel e propunha a seguinte questão: “Com quem comparareis a Deus?” (Isaías 40.18). Mais à frente, ele expõe que as ações duras de Deus tinham um objetivo: mostrar que “Deus é ’Deus’”: “Para que se saiba, até ao nascente do sol e até ao poente, que além de mim não há outro; eu sou o Senhor e não há outro” (Isaías 45.6).
Da mesma forma, Jó obtém a resposta às suas queixas, quando Deus lhe propõe uma reflexão profunda sobre a pequenez humana e a grandeza divina (leia os capítulos 39 a 41). A temática desta resposta é que quando desejamos vencer as tribulações desta vida, precisamos dispor o nosso coração a confiar que Deus continua sendo “Deus”, mesmo quando nós sofremos ou não O entendemos. Essa redundância é necessária e real.    


domingo, 14 de setembro de 2014

A paz dos aflitos tem nome: Deus!










Autor: Rev. José Maurício Passos Nepomuceno

O livro de Jó é uma grande obra de exaltação do poder e amor de Deus por seus filhos. Acompanhando as queixas de Jó, que diante de sua grande dor, muitas vezes, se viu perplexo e até mesmo em conflito com a sua fé, percebemos que o Senhor chamava este homem para aprender a descansar em sua soberania e providência.
A partir do capítulo 32, o livro propõe uma mudança de tom. As queixas de Jó e as respostas precipitadas dos seus amigos, apesar de nos oferecerem muitos ensinos sobre Deus, dão lugar às palavras de Eliú, que esperou o momento certo para apontar para Deus como o Grande e Supremo Senhor da vida.
Em particular, nos capítulos 36 e 37 Eliú mostra a Jó e seus amigos um Grande Deus, no qual o mais aflito dos homens pode descansar: “Eis que Deus é mui grande; contudo, a ninguém despreza; é grande a força da sua compreensão” (Jó 36.5). Para Eliú, qualquer homem que estiver em aflição como Jó pode ter a certeza de que, se sua vida é reta diante do Altíssimo, pode esperar que em ocasião oportuna o Senhor o restaurará: “Não poupa a vida ao perverso, mas faz justiça aos aflitos. Dos justos não tira os olhos; antes, com os reis, no trono, os assenta para sempre e são exaltados” (Jó 36.6.7).
Mas, como seriam respondidas as perguntas de Jó e suas queixas? Como entender que um homem reto, íntegro, temente a Deus e que se desviava do mal, podia estar sob sofrimento?
Eliú segue apontando para a grandeza de Deus e argumenta dizendo que é preciso que o homem entenda que até mesmo o mais reto dos homens pode carregar sombras em seu caminho e precisa de correção: “Se estão presos em grilhões e amarrados em cordas de aflição, ele lhes faz ver as suas obras, as suas transgressões, e que se houveram com soberba. (...) e manda-lhes que se convertam da iniquidade” (Jó 36.8-11). Não podemos julgar os métodos de Deus e os seus propósitos, porque, na verdade, não podemos nos comparar a Ele e devemos apenas receber seu agir como fruto da sua sabedoria infinita:  “Eis que Deus se mostra grande em seu poder! Quem é mestre como ele?” (Jó 36.22).
Eliú conduz o argumento dizendo que o mais sábio é nos postarmos humildes diante de Deus e reconhecer nossa completa estultícia: “Ao Todo-poderoso não podemos alcançar; ele é grande em poder, porém não perverte o juízo e a plenitude da justiça. Por isso, os homens o temem; ele não olha para os que se julgam sábios” (Jó 37.23-24).
Caro irmão, aprenda as lições deste grande livro e aprenda a descansar naquele que é justo, mesmo quando, aos nossos olhos, não pareça.


sábado, 23 de agosto de 2014

Notas do Diário de Ashbell Green Simonton - "A Oração"

Autor: Rev. José Maurício Passos Nepomuceno
(textos extraídos de "O Diário de Simonton - 1852 a 1866" - Ed. Cultura Cristã - 2002)
Filme: "O Diário de Simonton" - LPC

Um homem que deseja fazer a obra do Senhor terá de ser um homem de oração. Ninguém viverá na força do Espírito se não lançar sua voz ao céu para clamar por ajuda. Um homem que se cala para o céu não pode resistir na luta contra o seu pecado e do mundo que o cerca. Simonton, pelas lides contra o pecado e o perigo, aprendeu o valor da oração e seu ministério. Por isso foi conduzido por Deus a ter um coração quebrantado que se abria sempre para o céu.
Dias antes de aportar no Rio de Janeiro, após um incidente em alto mar que quase o levou a naufragar, ele registrou: “Foi um temível momento de suspense; mesmo assim, eu me mantive perfeitamente calmo. (...) Mas desde o princípio entreguei os meus caminhos a Deus e dei-lhe a direção da minha vida; desde então o sentimento de segurança jamais me abandonou. O Deus que ouve e responde as orações arrebatou-me do caminho do perigo e da provável destruição” (Diário, 4/08/1859).
Helen Simonton
Quando lemos as páginas do diário de Simonton o que vemos não é um missionário auto confiante, que viveu segundo suas forças, mas um jovem que  se achava sempre inapto para cumprir a sua obrigação. A oração foi um suporte para sua autoconsciência de fraqueza: “Minha religião é muito morta, minhas orações caem por terra, faltando-lhes o impulso do sentimento jubiloso e vivo. Por isso vou implorar a Deus. Vou buscar a renovação de minha vocação (...). Senhor, fala comigo como fizeste com Pedro, convencendo-me da necessidade do amor e produzindo em meu íntimo, por Teu poderoso comando, a graça celeste que me capacite a alimentar Teus cordeiros e Tuas ovelhas” (Diário, 31/12/1859).
Os dias próximos da morte de Helen (esposa) figuram entre os mais marcantes da vida de Simonton.  E ele registra em seu diário o conforto que recebeu de Deus na oração da própria Helen, quando percebia se avizinhar a morte: “Muito quieta e calma ela orou mais ou menos com essas palavras: ‘Senhor Jesus, venho a ti, não que eu tenha algum valor, sinto que não tenho. Tenha piedade de mim e receba-me, Senhor Jesus’. Então orei como pude. (...) Bendigo a Deus porque a surpresa deste golpe não me deixou carente de preciosas palavras de consolo e desse testemunho de que o seu Salvador estava com ela no vale escuro” (Diário, 28/06/1864).
Uma intensa vida de oração é uma valiosa joia para quem almeja uma fé arraigada em Deus. Pois na oração, dominamos nosso coração com a ajuda que vem do alto e nos propomos a viver na dependência exclusiva do Deus vivo.


domingo, 10 de agosto de 2014

Notas do Diário de A.G. Simonton - Um Servo Confiante no Seu Senhor

Autor: Rev. José Maurício Passos Nepomuceno
(textos extraídos de "O Diário de Simonton - 1852 a 1866" - Ed. Cultura Cristã - 2002)

O jovem pastor Ashbell G. Simonton jamais desejou ser um herói, ou mesmo uma figura histórica. Sua motivação para a obra missionário nasceu de uma rica experiência pessoal com a graça de Deus, que lhe incutiu no coração um senso de dever para com o Evangelho. Em seu diário, antes mesmo de viajar para o Brasil ele registrou: “Assumi os votos feitos por meus pais em minha infância “para ser do Senhor”, e fazer do Seu serviço o supremo objetivo da vida. Para que todo o caminho que eu tomar seja marcado por sua Palavra e Sua Providência, jamais me deixarei afastar do caminho que Ele indicou; especialmente se Sua Vontade clara me indicar o Ministério, para lá irei com alegria e zelo” (Diário, 6/5/1855).
Esse anseio de cumprir o seu papel como servo de Deus conduziu Simonton nos seus primeiros anos aqui no Brasil de tal forma que mesmo a morte de sua amada esposa em 1864 não o impediu de seguir adiante com sua missão. Aquele ano tão repleto de tristezas, ainda guardaria algumas importantes conquistas para o jovem pastor, pois, entre outras coisas, Simonton iniciou a publicação do primeiro jornal evangélico brasileiro “A Imprensa Evangélica”. Esse grande feito, Simonton atribuía a Deus: “Pressionado com os problemas da casa, com a necessidade de recursos para o bebê e com a preocupação da Imprensa, sinto-me exausto e acabado. Dois números já saíram. Recobrei a saúde e o equilibro de espírito e estou mais confiante e esperançoso. O Senhor provará e dirigirá, é agora minha canção e certeza” (Diário, 26/11/1864).
Helen, filha Simonton, foi conduzida para a casa de sua irmã, Elizabeth Blackford, em São Paulo, onde seria melhor cuidada. Ele, entretanto, seguiu sua jornada pela implantação da reforma protestante no Brasil. Em 1865, foi à cidade de Brotas e lá, teve um dos momentos mais entusiasmados de sua missão, quando um grande número de pessoas passou a ouvi-lo e a considerar a mensagem protestante: “Nunca vi tão bem a excelência do Evangelho e sua perfeita adequação para convencer e salvar os que estão ansiosos e desejam conhecer a verdade. O interesse desses dias foi absorvente; explicava-lhes a verdade, respondia-lhes às dúvidas, etc. Encontrei melhores sentimentos e sinceridade religiosa nessa comunidade e passei a alimentar maior esperança de uma rápida propagação do evangelho no Brasil” (Diário, 2/5/1865).
Simonton, podemos dizer, era um homem que confiava exclusivamente em Deus. Ele não buscou ser um herói, mas um servo humilde, dedicado e aplicado em dar o melhor de si para o Reino de Cristo. Estas passagens do diário falam disto.


domingo, 3 de agosto de 2014

Notas do Diário de Ashbell Green Simonton - A Entrega Pessoal

Autor: Rev. José Maurício Passos Nepomuceno
(textos extraídos de "O Diário de Simonton - 1852 a 1866" - Ed. Cultura Cristã - 2002)

Simonton nasceu em West Hanover no Estado da Pensilvânia. Aos 22 anos fez sua pública profissão de fé e desejava ardentemente servir ao Senhor. Entrou para o Seminário de Princepton e ali seu coração se encheu de paixão missionária, até que se apresentou à Junta Missionária para ser enviado à América do Sul.

Rio de Janeiro em 1889
Em 12 de agosto de 1859, depois de uma longa viagem de quase dois meses em um navio, ele desembarcou na Baía de Guanabara. Em seu diário ele escreveu: “É difícil descrever as emoções com que saudei estes elevados píncaros (uma referência ao Corcovado e ao Pão de Açúcar). O sentimento predominante é de alegria, pela conclusão feliz da longa jornada, aliado ao temor da grande responsabilidade e dos problemas do trabalho que me espera” (Diário, 11/08/1859).
Simonton aprendeu rapidamente o português e em seu primeiro ano no Brasil já iniciou uma escola dominical com os filhos de amigos e vizinhos. Ele também registrou no seu diário: “Este é o primeiro ano completo que passo no Brasil. Essa escola, algumas Bíblias e folhetos postos em circulação constituem o conjunto do meu trabalho entre os brasileiros. Sinto a minha falta de fé e oro por sucesso. Almejo pregar Cristo mais experimentalmente por ser capaz de falar daquilo que conheço, porque Cristo o revelou a mim” (Diário, 20/01/1861). E já no ano de 1862, iniciou a primeira igreja, com a recepção de duas pessoas por pública profissão de fé.
Em 1863, depois de uma viagem para os Estados Unidos, Simonton se casou com Helen Murdoch e isto deu início à uma nova fase no seu ministério: “Para mim, meu futuro lar no Brasil colore-se de cores vivas. Dou graças a Deus por ter me provido graça, coragem e amor no coração daquela a quem dediquei minhas afeições, a ponto de se dispor a se separar de amigos, do lar e da terra natal, a fim de compartilhar da minha vida e dos meus labores” (Diário, 23/02/1863).
Imagem do Boletim da IP Tubarão
Entretanto, a alegria destes momentos seria interrompida um ano depois por um trágico acontecimento, pois no dia do nascimento de sua filha Sarah, Helen faleceu. Mais uma vez, o diário de Simonton revela o coração de sua vida: “Deus tenha misericórdia de mim, pois águas profundas rolam sobre a minha alma. Helen jaz num caixão na sala. Deus a retirou tão rapidamente que parece um sonho” (Diário, 28/06/1864).  
Assim começou a vida e a obra do pioneiro do presbiterianismo na terra brasileira. Um jovem, dedicado ao Senhor, que apresentou a sua vida para ser instrumento de Deus para salvar outras vidas. Assim, cremos que Deus ainda hoje quer usar pessoas para continuar essa obra, superando obstáculos e se dispondo a seguir em frente, mesmo que diante das situações mais complexas e doloridas da vida. 


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Viver Pela Promessa

Autor: Rev. José Maurício Passos Nepomuceno

A história de Abraão é uma das mais significativas da Bíblia no que se refere à capacidade de crer na Promessa de Deus. Poucos seguiriam tão resolutamente na direção incerta de uma terra, da qual tudo o que se sabe é baseado em uma promessa: “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança, e partiu sem saber aonde ia” (Hb 11.8).
O autor da carta aos Hebreus, tem em Abraão uma das figuras mais importantes para sua argumentação a respeito da fé (Hb 11.8-19). Mas, para este autor, o que se ressaltava em Abraão não era a sua capacidade de viver por um ideal e sim sua disposição para confiar em Deus (Hb 11.17-18). Mas, qual o fundamento desta fé tão eficaz que dispôs Abraão a viver tão consistentemente a esperança produzida por essa promessa?
O ponto central da carta aos Hebreus é que Deus agiu em favor dos homens através do sacerdócio vivo de Jesus Cristo, por meio de quem, nos livrou do poder da morte (Hb 2.14-15) e, desta maneira, nos oferece o descanso eterno como o resultado necessário e único para a vida daqueles que humildemente confiam na promessa.
Essa confiança em Deus se desenvolve em nosso coração para transformar a nossa maneira de viver e para que isso aconteça o parâmetro fundamental não está em nós, mas em Deus: “Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento” (Hb 6.17).
Deus jurou por si mesmo e a sua imutalibilidade era a garantia que ofereceu a Abraão todos os elementos que seu coração precisava para  a seguir resolutamente, tendo como esperança apenas o fato de que Deus não pode mudar.
A vida cristã é um grande desafio de fé. Deus não propõe respostas detalhadas sobre todas as questões da vida, mas Ele estipula o modo como devemos viver, diz que irá nos abençoar se vivermos segundo suas regras. Isso nos encarrega de andar seguros, perseverantes e esperançosos, pois o que fez a promessa é fiel (Hb 11.11).
Quais são os seus desafios de fé? De que forma Deus tem desafiado você essa confiança na sua imutabilidade? Você consegue realmente caminhar com essa esperança: vale a pena confiar na promessa de Deus?
As mais importantes respostas para a sua vida e que te manterão no caminho de fé não residem em você ou nas coisas a seu redor. Estas respostas estão em Deus e serão descobertas na medida em que sua fidelidade e amor a Deus se tornarem mais e mais intensos na sua vida.


sábado, 19 de julho de 2014

Coisas melhores para os fiéis

Autor: Rev. José Maurício Passos Nepomuceno

Quando o autor da carta aos Hebreus iniciou a sessão central da sua carta (capitulos 6 a 12), disse que era necessário falar das coisas mais profundas da nossa vida de fé: “pondo de parte os princípios elementares (...) deixemo-nos levar para o que é perfeito (pleno)” (Hb 6.1).
Ele começa sua busca de uma fé profunda, mencionando aqueles que, mesmo tendo contato com uma possibilidade infinita de vida abençoada e abundante, de transformação e obediência a Deus, se afastam do Senhor e, sobre eles, faz a dura afirmação: “(...) é impossível outra vez renová-los para arrependimento” (Hb 6.4-6).
Ele os compara com a terra que recebe chuvas e, em lugar de produzir frutos, produz espinhos e abrolhos (Hb 6.7-8), dizendo que esta deve ser rejeitada como terra maldita. Mas palavras tão duras assim não têm o objetivo de desanimar o povo de Deus, pois, naqueles dias, muitos estavam vivendo dúvidas na sua caminhada de fé. Por isso, desejava estimulá-los a manter o foco da vida cristã. 
Portanto, logo muda o olhar para os fiéis que sofrem, mas que realmente se colocaram em um verdadeiro e sincero relacionamento com Cristo e, em contraste com os que desistiram diz: “Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação, ainda que falamos desta maneira” (Hb 6.9).
Na verdade, ele compreendia que os que são da fé podem sim viver dias difíceis, mas recebem uma graça especial pela qual, por meio da perseverança em santidade, serão agraciados com coisas melhores que só poderão ser experimentadas quando vencerem os medos da dificuldade e provação: “(...) continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança (...) imitadores daqueles que pela fé e longanimidade, herdam as promessas” (Hb 6.11-12).
Ainda que nos seja imposta uma estrada difícil, seremos recompensados por Deus (Hb 6.10). Trocar a eternidade e a vida abundante de Cristo por qualquer coisa, é o mesmo que perder a primogenitura em troca de uma sopa de lentilhas. Deus conhece nossas lutas e tristezas, mas deseja que estejamos prontos a seguir o caminho que nos propôs, mesmo em condições adversas.
Caro irmão, não seja indolente em sua jornada. Não se deixe tomar pelas aparências ou pela transitoriedade deste mundo. Invista em coisas melhores. Invista naquilo que te traz segurança eterna.