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domingo, 8 de março de 2026

A Fé, o Amor e a Adoração


A vida de fé deve se materializar em sinais claros, para que o reino de Deus, construído primeiramente em nossa consciência se torne real e tangível a todos os que nos conhecem e nos vêem caminhando neste mundo.
A "Fé" é um movimento do coração, que descobre a verdade na Revelação Bíblica e, portanto, tem um encontro com o Deus que se revela e deseja ser conhecido. Esse movimento do coração que crê, gera outro movimento do co-ração: o amor.
O "Amor" é o resultado do conheci-mento, quando o coração que conhece constrói um sentimento de afeição pelo objeto do conhecimento que, no caso de Deus é o descobri-mento da verdade sobre o próprio criador. Portanto, o afeto que se constrói neste coração, aproxima o homem de Deus: "Direi ao Norte: ‘Entregue!’ E ao Sul: ‘Não os im-peça de sair!’ Tragam os meus filhos de longe e as minhas filhas dos confins da terra, todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória, sim, aqueles que formei e fiz" (Isaías 43.6-7).
A "Fé" e o "Amor", como movimentos do coração, naturalmente se consolidam no ambiente da interioridade da alma, porém, eles se materializam e se tornam visíveis e mensuráveis em nossos atos práticos, entre eles, o ato da "Adoração". A adoração é um resultado direto do conhecimento e do afeto que faz o homem desejar externalizar sua fé e seu amor e, com certeza, é um sinal visível muito importante da vida cristã.
Jesus Cristo menciona essa relação fé, amor e adoração em um episódio marcante da sua vida entre os homens, no dia em que ele foi convidado por Simão para um jantar e uma mulher, chamada "pecadora", ungiu os seus pés com um precioso perfume. Esse texto está registrado em Lucas 7.36-50.
Nesta cena do Evangelho, Jesus, estando à mesa da casa de Simão, é abordado pelo ato da mulher, que chorava, molhando os pés de Jesus com suas lágrimas, enxugando-os com seus cabelos, beijando-lhe os pés e ungindo-os com perfume de alabastro. Essa cena ensejou uma crítica velada de Simão a Jesus, que, conhecendo os pensamentos de Simão, propôs uma parábola sobre um credor que se compadeceu.
Aplicando desta parábola a Simão e aos demais presentes, Jesus faz uma pergunta: "Qual, destes, [dentre os endividados perdoados pelo credor] portanto, o amará mais [ao credor que perdoou]?" (Lucas 7.42). Simão respondeu que aquele que foi muito perdoado, ama mais. Logo, Jesus aplica esse ensino com uma comparação, foca-do no ato daquela mulher: Jesus pondera que Simão não lhe tratou com a mesma atitude da mulher e ele concluiu com a seguinte afirmação: "(...) Por isso, afirmo a você que os muitos pecados dela foram perdoados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa" (Lucas 7.47). Aquele ato de adoração era o sinal visível da sua fé e amor, construí-dos no interior da sua alma e coração. Desta forma, lembre-se, a ver-dadeira adoração está ligada a uma fé verdadeira e um amor verdadeiro.

sábado, 18 de agosto de 2018

A Vitória Que Vence o Mundo

Cena do filme "The Pilgrim Progress"
Em dias de muita luta para a Igreja cristã, João escreve sua primeira carta com um nítido enfoque de incentivar a igreja a manter-se firme em sua fé e, para tanto, propôs algumas maneiras de nos certificarmos se estamos ou não andando firmes na verdade. 
O apóstolo desafia a igreja a manter firme sua confissão de amor a Deus, por meio do seu empenho de amar o próximo de forma verdadeira e concreta. Ele também provoca a igreja pelo teste da santidade, uma vez que o filho de Deus não pode amar o mundo e sua concupiscência. Por fim, para João, o crente demonstra sua fé por meio de uma doutrina verdadeira, segundo as Sagradas Escrituras.
O tema da Vitória é muito importante para João, especialmente quando lemos o livro de Apocalipse, onde ele repete insistentemente um conceito sobre a vida cristã: “Ao Vencedor” (Ap 2.7; 11; 17; 26; 3.5; 12 e 21). O próprio Senhor Jesus é o “Grande Vencedor”: “Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele” (Ap 17.14). 
Para João, a nossa vitória é vitória sobre o mundo, isto é, ele considera que a vida cristã é uma batalha dos filhos de Deus contra as estruturas pecaminosas que organizam o mundo apóstata. O cristão não deve se deixar moldar pelo pensamento deste mundo e usar as armas do mundo como instrumentos de sua batalha. Vencer, para João, é confiar que viver de forma reta, justa e santa, conforme nos ensinam as Escrituras, é o único modo que nos leva a agradar a Deus: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo 5.4). 
Eu e você somos chamados a crer na vitória de Jesus sobre os poderes deste mundo e nEle depositar toda a nossa esperança (Jo 16.33). Para o cristão, vencer é viver confiando em Cristo e no seu poder e isto se prova por uma vida organizada de acordo com os mandamentos do Senhor (1Jo 5.3-5). 
Mais que a vitória em si, o modo como lutamos e as armas que escolhemos são sinais muito mais evidentes de que estamos fazendo o que é correto e a vitória. As armas que escolhemos para lutar e modo como empreendemos nossa luta neste mundo, podem ser sinais de vitória, muito mais importantes que as próprias vitórias em si. Mais que derrubar gigantes, lutar com as armas Deus é o que se espera de quem luta por Cristo neste mundo. 

sábado, 14 de novembro de 2015

Imagens do Messias - O Filho de Abraão

Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno

“Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1.1). O Evangelho de Mateus apresenta a pessoa de Cristo e pontua especialmente sobre o fato de que era “filho de Abraão”. Mas o que isso quer dizer? De que maneira isso é importante para um cristão do século I? E para nós, do século XXI, qual o  valor desta informação?
A profecia mãe, Gênesis 3.15, anunciava a vitória sobre o pecado vindo de um descendente de Eva. As Escrituras trabalharão com a imagem do descendente messiânico durante todo o trajeto da História da Redenção. Quando este relato chega no capítulo 11 de Gênesis, depois da torre de Babel, as Escrituras se voltam para a história de um homem, Abraão.
Abraão se tornou uma das mais importantes personagens da história do povo de Deus. Não somente por ter sido o pai do povo hebreu, mas principalmente, por ter confiado em Deus e vir a se tornar o “pai dá fé” (Rm 4.11). Ele qualificou-se como modelo de esperança, no sentido de ter vivido neste mundo na busca de viver e trabalhar para que Deus, através de sua vida, cumprisse o grande propósito de redimir e abençoar pessoas do mundo inteiro: “Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: assim será a tua descendência” (Rm 4.18).
Jesus Cristo, filho de Abraão, é um sinal do governo de Deus sobre toda a história e da fidelidade de Jehovah que cumpre suas promessas. Jesus, é o filho da promessa e a esperança de Abraão. Foi por este filho, que Abraão lutou, sofreu e venceu suas batalhas pessoais, suas lutas contra poderosos inimigos e principalmente, os embates contra o seu próprio coração que precisava continuar crendo e confiando.
Judeus do primeiro século deveriam se sentir em paz pela realização das promessas de redenção e do poderoso plano de amor salvífico da parte de Deus. Quando Mateus anunciou Jesus Cristo como o filho de Abraão, falou da consumação da esperança do povo de Deus. Mas, o que isto significa para nós, brasileiros do Século XXI?
O apóstolo Paulo, que foi incumbido por Deus de anunciar o evangelho aos não judeus, disse o seguinte: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho à Abraão: em ti, serão abençoados todos os povos da terra” (Gl 3.8). Portanto, para nós, Jesus Cristo representa o mesmo plano de salvação que não nos excluiu, mas tornou-nos “filhos de Deus”.
Jesus Cristo, o filho de Abraão, é a nossa carta de adoção na família de Deus e também é a nossa esperança, a certeza do amor incondicional do Pai Celestial. As palavras de Mateus não consolam apenas os judeus dos dias de Jesus, mas produz fé também sobre todos os que crêem, porque Deus tem só um povo, aqueles que em Cristo são chamados, pela fé, “filhos de Abraão”.
Jesus Cristo, o filho de Abraão, é uma imagem que representa a nossa caminhada de fé, rumo às promessas de Deus. Ela nos conduz à extrema confiança na luta por ideais de fé que se realizam na nossa vida, quando apreendemos a crer, mesmo que seja contra a esperança e quando aprendemos a caminhar na direção certa, segundo a Palavra de Deus.



domingo, 12 de maio de 2013

Esperança Escatológica - Ascensão de Cristo


Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno

“Por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1.11). A fé cristã é de natureza escatológica, sempre foi. Desde os primórdios, quando ainda não era conhecida como “cristã”, a fé bíblica é impulsionada pela expectativa futura.
No dia em que o Senhor prometeu para Adão e Eva que venceria aquele cenário da presença do pecado, por meio da vinda de um Libertador que esmagaria a cabeça da serpente (Gênesis 3.15), a fé bíblica desenvolveu o potencial da esperança.
Foi assim também com Abraão, que decidiu crer em Deus e deixou tudo, confiando na promessa de Deus. Mesmo em avançada idade, creu contra a esperança de que Deus lhe daria uma grande descendência.
Moisés, caminhou adiante do povo por quarenta anos, na esperança de chegar à Terra Prometida. Davi, escolhido para lutar em nome de Deus, derrubou o Golias e venceu batalhas, por que confiou no Senhor. Os profetas, não se intimidaram diante de reis e exércitos, para anunciar a esperança da chegada do Messias.  
Enfim, muitos foram aqueles que movidos por sua fé, creram e depositaram em Deus todas as suas expectativas até que Cristo chegou. Por isto é que falamos que a fé cristã, desde o seu início é escatológica, sempre olhando com esperança para o futuro.
Nos dias de Cristo isto foi diferente. Ao viver ao lado dos seus discípulos, ensinar-lhes o propósito da sua vinda, ser crucificado e ressuscitar dos mortos, Jesus estava lhes oferecendo todo o conteúdo para uma fé que transformaria suas vidas e mundo ao seu redor.
Contudo, ao ser elevado aos céus no dia da sua ascensão, Cristo Jesus ofereceu mais um elemento que completaria esta fé transformadora. Jesus lhes concedeu a força da esperança escatológica. Mas, o que é  isto?
Esperança escatológica é uma disciplina da alma que faz o crente viver sempre seguro do amanhã. Quando, no dia da ascensão de Jesus, lhes foi anunciado, pelos anjos, que Jesus voltaria, a mente dos discípulos fora revestida de uma certeza final (escatológica).
Assim, a fé cristã, mais uma vez lançou luzes sobre o futuro. Do mesmo modo como no passado os filhos de Deus creram no Senhor e foram agraciados com a vinda do Messias, hoje, eu e você somos chamados a viver com esperança, no aguardo da volta de Jesus.
A esperança deve marcar a vido do crente e de fazê-lo vencer todas as lutas na expectativa constante de que um dia terá um encontro vivo e maravilhoso com o seu Rei. 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Vida Controlada Pela Fé


Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno

Para muitas pessoas, “ver com os olhos da fé” pode ser apenas um jargão, para outros uma frase para quem deseja muito crer em algo impossível, contudo, “ver com os olhos da fé” é um exercício de vida, uma capacitação que nos permite confiar em Deus de uma maneira que nos faz seguir em frente sempre.
Certa vez, uma jovem sentiu-se muito triste com sua fé, porque não tinha tantas convicções e certezas sobre sua vida com Deus. Tinha dúvidas quanto ao perdão, o céu e tantas coisas que acreditava que deveriam ser inquestionáveis para ela. Com tantas dúvidas, pensou que poderia ser uma pessoa sem fé.
Não obstante haver alguns significados distintos para o termo “fé” na Bíblia, neste momento desejo falar de “fé” como aquela confiança em Deus que devemos ter. Isso nos perturba pois, muitas vezes, mesmo crendo em Cristo e confessando isso, sentimo-nos falhos, quando temos de seguir em frente sem muita segurança em Deus. A exemplo daquela jovem que eu mencionei, há muitas pessoas que se sentem inseguras com a sua aparente falta de confiança em Deus e eu acredito que precisamos entender um pouco sobre o que Deus espera de nós neste sentido.
A Bíblia diz: “(...)o justo viverá por fé”(Rm 1.17b), e mais: “Fé a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1). Nos dois casos, há uma perspectiva que você deve considerar, que é a idéia de que ter fé, não é ter em mãos todos os dados para a certeza, mas crer sem  precisar deles.
Em outras palavras, o que eu quero dizer é que ser uma pessoa de fé não é ter uma certeza absolutamente comprovada de tudo o que Deus nos ensina. Mas é seguir em frente depositando nEle uma confiança, que muitas vezes, desafia nossa própria capacidade para crer. Fé e decidir crer no que Deus diz e viver por isto. 
Veja o exemplo registrado   em João 4.46 a 54. Um homem pediu para Jesus ir à sua casa para curar o seu filho, mas ele não foi, porém disse ao homem que voltasse para casa com a certeza de que o filho vivia. O homem, simplesmente foi, por que creu naquilo que Jesus havia lhe dito.
Ter fé é seguir em frente, mesmo quando você não sabe o que acontecerá, ou sequer consegue absolutamente encontrar todos os motivos para seguir. Você vai porque deposita em Deus todas as suas esperanças e confia que Ele fará o melhor, se dispõe a ir somente porque Deus disse: Vá!. Eu não preciso ter um pedaço das ruas de ouro do céu (se lá houver) para crer que existe este lugar, eu só preciso confiar no que Deus disse a respeito disto. 
Esse foi o modo como Abraão abraçou o chamado de Deus para a sua vida. Ele foi, mesmo sem saber ao certo o que esperar, contudo, teve por Fiel Aquele que lhe fez a promessa. Em nossos dias, precisamos de homens e mulheres que estejam dispostos a arriscar na jornada da fé. Pessoas que confiem no que Deus diz e se deixam controlar por isso. Não, esse não é um passo na irracionalidade. Ao contrário, é um passo na direção dAquele que é a razão da nossa fé.
Siga em frente, siga o caminho apontado por Deus, tenha fé!

domingo, 4 de setembro de 2011

Um Chamado à Lealdade ao SENHOR - 04 de setembro de 2011

Lealdade em Japonês
Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno

Toda a Igreja, desde os dias dos apóstolos vive na expectativa da Parousia (volta de Jesus) e do encontro final para entrada na Eternidade. Essa expectativa foi iniciada ainda quando Cristo esteve aqui na Terra e prometeu voltar para buscar o seu povo.
Iniciaremos uma série de sermões nos textos dos Profetas Menores, a partir de Oséias. Estes profetas, assim como nós, foram chamados por Deus para viver segundo uma esperança centrada no Messias.
Eles, tanto quanto nós o somos, foram concitados por Deus para manterem sua lealdade a Jehovah, estabelecendo sua fé nas promessas do Senhor. Por isso, o modo como sua fé fora fortalecida em dias tão difíceis como foram aqueles, pode servir como estímulo e ferramental para que também nós tenhamos a fé fortalecida neste tempo de espera pelo surgimento visível do Reino de Deus.
A lealdade é uma virtude que devemos exercitar em nossa jornada de fé. Ela estará estabelecida em nossa vida e determinará qual o foco e prioridade desenvolveremos nesta terra. Infelizmente, a lealdade do Povo do Senhor nos dias atuais tem se mostrado, como nos dias do profeta Oséias, uma pueril esperança, ou seja, que passa muito rápido, um amor que desvanece como a neblina ao aparecer do Sol: “Que te farei Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (Oséias 6.4).
 Não obstante a fragilidade do amor dos seus filhos, Deus nos convoca à lealdade a Ele e nos estimula a mudar quadros como esse de pouca firmeza. Para isso, quando olhamos os profetas, aprendemos que precisamos conhecer nosso Deus para que de fato nossa lealdade se estabeleça. E, quando lemos o profeta Oséias, descobrimos que a lealdade do profeta, nasceu de sua grandiosa visão do Amor de Deus.
Aqueles que nunca refletiram sobre o Amor de Deus e nunca tiveram dele uma grandiosa visão, não conhecem um dos mais preciosos bens que nos foram legados por Deus. À medida que nossa admiração pelo amor de Deus cresce, diminuiu nossa insistência em amar outras coisas e prestar nossa lealdade a outros senhores.
O convite que eu faço a todos os irmãos é que acompanhem nossas mensagens nestes domingos e que leiam os profetas menores. Que se espelhem no vigor da fé daqueles homens e vivam de forma leal ao Senhor.

domingo, 28 de agosto de 2011

A Mente Cristã Nos Dias da Apostasia Final - 28 de agosto de 2011

Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno

O retorno de Cristo, sem dúvida, era um dos pontos focais na mente dos escritores bíblicos e eles colocaram toda a intensidade do seu pensamento a serviço da Igreja, no objetivo de prepará-la para o Dia da volta do Senhor Jesus. Para tanto, trabalharam primordialmente em duas direções: encorajar a Igreja para vencer as dificuldades de se viver num mundo onde os crentes são odiados e, também, procuraram preveni-la de um dos maiores problemas que enfrentaria até a vinda de Cristo Jesus, a apostasia!
O primeiro aspecto deste trabalho, tinha a ver com a reação do mundo à presença da Igreja e era algo que lhe acontecia de fora para dentro. A apostasia, entretanto, era um problema que a Igreja enfrentaria dentro das suas próprias fileiras e lhe causava danos ainda maiores.
Os apóstolos trabalharam firmemente em um aspecto da vida cristã, que consideraram de grande importância para se evitar a apostasia: o cuidado com a mente cristã. Para eles a Igreja tinha de preparar adequadamente a sua mente para enfrentar todos os embates com o mundo, mantendo-se firme na fé. Na verdade, a nossa mente é o epicentro de toda a batalha espiritual, pois é nesse espaço interior onde tomamos as mais importantes decisões que dizem respeito à nossa vida no Espírito, bem como, onde nascem os pecados e os desvios que nos afastam de Deus e de Seu Filho.
Sobre o papel central da mente na vida cristã destaco as palavras do apóstolo Paulo: “Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade...”(2 Ts 2.1 e 2).
Sobretudo nos dias finais, os crentes são exortados a manter a sua mente abastecida com a Palavra de Deus e todas as virtudes cristãs, para que consigam suportar a grande pressão que sofrerão, com vistas a fazê-los abandonar a fé.
O próprio Senhor havia dito: “...quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra (Lc 18.8)?” Diante disto, você e eu somos chamados a cuidar da nossa mente e nos preparar adequadamente para lutar contra todo pensamento que nos leve para longe de Deus. Devemos guardar a nossa mente e nos forçar, até contra a nossa própria vontade, a pensar o mundo e a própria existência segundo a Palavra do Senhor e modelo que Ele nos deixou. Essa é a tarefa mais urgente da Igreja em nossos dias.