domingo, 9 de junho de 2013

O Amor Como Um Princípio de Vida

Autor: Rev. José Mauricio Passos Nepomuceno

Quando falamos em amor é comum que rapidamente o associemos à figura do apóstolo João. E, com certeza, é muito justo que digamos que João é o “apóstolo do amor”, baseados em tudo o que este amado discípulo de Jesus escreveu.
Mas, quando pensamos em Pedro e o que o amor significou em sua vida, na sua jornada com Cristo, logo perceberemos que o “amor a Cristo” tinha um significado todo especial na vida deste homem.
Devemos nos lembrar que foi pela sua reafirmação tripla de amor a Cristo que foi restaurado: “Pedro tu me amas?” A resposta tripa de afirmação do amor “sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”, fez correr vida no coração e em cada espaço da alma confusa daquele que negara Jesus. O chamado do amor tinha um objetivo e objeto definidos: “apascenta as minhas ovelhas” (leia João 21.15-17).  
O amor conduzira Pedro de volta a Cristo e em seguida o levara ao seu próximo. E, quando recorremos à história de Pedro, para verificar os desdobramentos deste amor, perceberemos um homem servindo a Deus, servindo ao próximo com o risco da própria vida.
Quando lemos estas duas cartas deixadas por Pedro e procuramos nelas o que o amor significa na sua teologia, logo perceberemos que o amor a Cristo, deve nos conduzir ao serviço.
Pedro qualifica, em dois momentos o amor da seguinte forma: “ardente” (1Pe1.22) e “intenso” (1Pe 4.8). Este é o modelo de amor que este homem entende como sendo o modo correto de produzir frutos para a glória de Jesus.
Ele justifica que este amor deve ser assim ardente porque é fruto de uma nova vida que está em nosso coração (1Pe 1.23) e sua intensidade é motivada pela nossa consciência de que o amor é a única ferramenta de que dispomos para nos aproximar de Cristo e uns dos outros, evitando assim o pecado que nos afasta de Deus (1Pe 4.8).
Para Pedro o amor não é uma mera declaração de afeto pelas pessoas, mas um princípio de vida que nos conduz a servir ao outro como despenseiros da multiforme graça de Deus.
Não poderemos falar de Cristo e agirmos para a glória de Deus se não o fizermos com amor. Não podemos apascentar o rebanho de Cristo sem amor. E sem amor não poderemos servi-lo. Ame, na família, na igreja... Ame sempre!


Um comentário:

  1. A Bruna Gomes, no domingo lembrou-me que eu havia falado algo assim com ela no acampamento. Sempre foi esse o meu desejo e minha oração. Mas confesso que estou ainda distante de algo assim.

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