domingo, 14 de setembro de 2014

A paz dos aflitos tem nome: Deus!










Autor: Rev. José Maurício Passos Nepomuceno

O livro de Jó é uma grande obra de exaltação do poder e amor de Deus por seus filhos. Acompanhando as queixas de Jó, que diante de sua grande dor, muitas vezes, se viu perplexo e até mesmo em conflito com a sua fé, percebemos que o Senhor chamava este homem para aprender a descansar em sua soberania e providência.
A partir do capítulo 32, o livro propõe uma mudança de tom. As queixas de Jó e as respostas precipitadas dos seus amigos, apesar de nos oferecerem muitos ensinos sobre Deus, dão lugar às palavras de Eliú, que esperou o momento certo para apontar para Deus como o Grande e Supremo Senhor da vida.
Em particular, nos capítulos 36 e 37 Eliú mostra a Jó e seus amigos um Grande Deus, no qual o mais aflito dos homens pode descansar: “Eis que Deus é mui grande; contudo, a ninguém despreza; é grande a força da sua compreensão” (Jó 36.5). Para Eliú, qualquer homem que estiver em aflição como Jó pode ter a certeza de que, se sua vida é reta diante do Altíssimo, pode esperar que em ocasião oportuna o Senhor o restaurará: “Não poupa a vida ao perverso, mas faz justiça aos aflitos. Dos justos não tira os olhos; antes, com os reis, no trono, os assenta para sempre e são exaltados” (Jó 36.6.7).
Mas, como seriam respondidas as perguntas de Jó e suas queixas? Como entender que um homem reto, íntegro, temente a Deus e que se desviava do mal, podia estar sob sofrimento?
Eliú segue apontando para a grandeza de Deus e argumenta dizendo que é preciso que o homem entenda que até mesmo o mais reto dos homens pode carregar sombras em seu caminho e precisa de correção: “Se estão presos em grilhões e amarrados em cordas de aflição, ele lhes faz ver as suas obras, as suas transgressões, e que se houveram com soberba. (...) e manda-lhes que se convertam da iniquidade” (Jó 36.8-11). Não podemos julgar os métodos de Deus e os seus propósitos, porque, na verdade, não podemos nos comparar a Ele e devemos apenas receber seu agir como fruto da sua sabedoria infinita:  “Eis que Deus se mostra grande em seu poder! Quem é mestre como ele?” (Jó 36.22).
Eliú conduz o argumento dizendo que o mais sábio é nos postarmos humildes diante de Deus e reconhecer nossa completa estultícia: “Ao Todo-poderoso não podemos alcançar; ele é grande em poder, porém não perverte o juízo e a plenitude da justiça. Por isso, os homens o temem; ele não olha para os que se julgam sábios” (Jó 37.23-24).
Caro irmão, aprenda as lições deste grande livro e aprenda a descansar naquele que é justo, mesmo quando, aos nossos olhos, não pareça.


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